Vacinas para Cachorros e Gatos: As Indispensáveis para seu Pet

Vamos falar sobre as vacinas para cachorro e gato?

Elas começaram a ser desenvolvidas na Inglaterra no século XVII, e o grande responsável pela descoberta foi um médico chamado Edward Jenner.

Naquela época, a varíola era uma doença que preocupava o mundo inteiro, e como o médico morava em uma fazenda, começou a observar e estudar a relação da varíola bovina com a varíola que atingia os humanos.

Ele observou que as pessoas que eram expostas a varíola bovina desenvolviam uma forma mais amena da doença.

Foi então que o médico Edward Jenner fez diversos experimentos e publicou pela primeira vez um estudo no ano de 1796 dando origem as vacinas.

No Brasil as vacinas vieram através do Marquês de Barbacena no ano de 1804.

Sem sombra de dúvidas, a vacinação vem ajudando a evitar diversas epidemias no mundo, e é um recurso indispensável tanto para a saúde humana quanto para a saúde dos nossos pets.

Neste conteúdo vamos falar mais sobre as vacinas referentes aos cães e gatos, explicaremos cada uma delas, e falaremos também sobre o protocolo vacinal atual de vacinação dos nossos pets.

Como a vacina age no organismo?

O mecanismo pelo qual as vacinas agem é bastante complexo.

Mas falando de uma forma mais clara e objetiva, o que acontece é o seguinte:

A vacina expõe o organismo a um determinado agente patogênico (um vírus, por exemplo) em quantidades muito menores do que o agente patogênico seria encontrado em condições normais.

Desta maneira o organismo cria resistência e também uma memória em relação ao agente de forma que uma nova e maior exposição a um determinado vírus não cause problemas ao organismo, pois o organismo já está apto para combater o vírus da melhor maneira.

Importância da vacinação

Quando falamos da importância da vacinação dos cães (e gatos também, claro) é fundamental que pensemos nas doenças por duas perspectivas diferentes:

  1. A saúde do nosso animal;
  2. A saúde pública.

No âmbito da saúde dos nossos animais devemos pensar que os vacinando, estaremos os protegendo de contrair doenças graves e que podem trazer consequências devastadoras, deixar sequelas e até mesmo levar o animal a óbito.

Na questão referente a saúde pública, é importante que olhemos para toda a sociedade, e tenhamos consciência de que protegendo nosso animal estamos também ajudando para que doenças não se disseminem afetando outros animais e/ou humanos.

Não podemos esquecer que existem doenças que podem ser transmitidas para os humanos, como a raiva a qual é grave e não tem cura.

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Vacinas éticas: O que são?

Nas vacinas de cães e gatos escutamos com certa frequência o termo vacina ética.

Mas o que é uma vacina ética?

Muitos se referem a vacinas éticas como sendo as vacinas importadas, contudo, a vacina ética é aquela aplicada pelo médico veterinário.

Nenhum outro profissional está autorizado a aplicar vacinas.

Mas você pode pensar: poxa! É apenas uma picadinha, qual o problema de uma vacina ser aplicada por outro profissional?

Realmente é apenas uma picadinha, contudo, a saúde geral do animal deve ser cuidadosamente analisada.

O médico veterinário irá verificar se o animal possui alguma doença que impeça a vacina de ser aplicada, por exemplo, algumas doenças que causam queda na imunidade…

Ou até mesmo medicamentos que também causam queda na imunidade podem ser empecilhos para a vacinação. Ou ainda animais mais idosos e muito jovens também podem ter problemas em relação a imunidade.

Por esses e outros motivos, as vacinas somente podem ser aplicadas por médicos veterinários.

Além disso, existem particularidades em especial nos felinos que requerem que a aplicação seja feita com a responsabilidade e a cautela que somente um médico veterinário será capaz de avaliar, aplicar corretamente e diminuir as chances de problemas posteriores…

Como sarcoma de aplicação (um tipo de câncer que afeta os felinos e pode ser causado pela aplicação de qualquer injeção).

Mas não se preocupe! Seu médico veterinário saberá corretamente como proceder.

Nos cães uma aplicação de maneira errada pode afetar algum nervo e com isso o animal pode até mesmo perder a sensibilidade naquela pata onde foi aplicada a vacina.

Isso sem contar a questão de armazenamento, pois caso a vacina seja armazenada de maneira errada, perderá seu efeito.

O melhor remédio é a prevenção, então nada melhor do que levar seu melhor amigo para ser vacinado de maneira ética.

Vacinas essenciais x Vacinas não essenciais x Vacinas não recomendadas

Os médicos veterinários utilizam as diretrizes e recomendações da WSAVA (World Small Animal Veterinary Association), a Associação Mundial Veterinária de Pequenos Animais, que é responsável por apresentar os mais recentes e melhores estudos na área dos nossos pets (cães e gatos).

Essa associação levou em consideração as doenças endêmicas em cada país e dividiu as vacinas em essenciais, não essenciais e não recomendadas.

As vacinas essenciais

Neste grupo existem as vacinas que protegem contra doenças com potencial de causar danos muitos sérios aos cães e gatos.

E também contra doenças que possam ser transmitidas ao ser humano, como por exemplo, a raiva.

Vacinas contra cinomose, parvovirose, e hepatite infeciosa canina também entram nesta recomendação.

No caso dos felinos, as vacinas essenciais devem prevenir contra a rinotraqueite, panleucopenia, raiva e a calicivirose.

Destas apenas a vacina contra a raiva é distribuída de maneira gratuita no Brasil.

As vacinas não essenciais

Neste grupo estão as vacinas da leishmaniose, da leptospirose e da tosse dos canis.

Este grupo representa vacinas que deverão ser aplicadas aos animais que estejam mais expostos aos agentes.

As vacinas não recomendadas

Neste grupo se encontram as vacinas para as doenças que não oferecem risco a vida e que possuem tratamento eficaz,  ou ainda vacinas que não possuem a devida comprovação científica.

São exemplos: a vacina contra giárdia, coronavirose e dermatofitose.

Vacina nacional vs. vacina importada: Qual Oferecer?

Eis uma polêmica!

Antes de mais nada é muito importante ressaltar que independente de ser uma vacina nacional ou uma vacina importada, a forma com que a vacina é armazenada é um fator realmente importante.

Caso não se mantenha a vacina refrigerada corretamente, sua eficácia pode ser afetada, portanto, as regras da ANVISA referentes ao armazenamento de vacinas deve ser minuciosamente cumpridos.

Ainda existem poucos estudos que comparam as vacinas nacionais e as vacinas importadas, contudo, um estudo recente do Ministério da Agricultura comprovou que a vacina importada da raiva especificamente teve um desempenho maior do que a vacina nacional.

Porém, voltamos ao ponto de armazenamento! Este sim é um consenso e deve ser cumprido à risca.

vacinas para cachorro

Atrasei a vacina do meu pet, e agora?

Existem diretrizes a serem seguidas e estas são baseadas em muitos estudos.

Portanto, o protocolo vacinal deve ser seguido corretamente, respeitando o tempo entre uma aplicação e outra. Uma falha durante este processo pode não imunizar o cão ou gato corretamente.

Dependendo do quão atrasada estiver a vacina, o protocolo vacinal deverá ser reiniciado para que tenha a devida eficácia.  

Existe a opção de fazer um teste sorológico e verificar se o cão ou gato está protegido contra todos os agentes contidos nas vacinas, e pode ser uma questão a ser discutida com seu médico veterinário.

Porém, por via de regra o mais seguro ainda é que após a vacinação enquanto filhotes, os pets sejam vacinados anualmente.

Vacinas para Cães: Lista com Todas as Opções Disponíveis

Vamos falar das vacinas disponíveis para seu cachorro e contra quais agentes elas protegem.

V8, V10, e V12 previnem contra as seguintes doenças:

  • Cinomose causada pelo Vírus da Cinomose Canina. É uma doença grave com potencial de levar o cão a óbito ou deixar sequelas como paralisia e convulsões.
  • Parvovirose é causada pelo Parvovírus Canino. Causa muitos sintomas gastrointestinais como diarreia com sangue, vômitos, e pode ser fatal caso não seja rapidamente diagnosticada e tratada.
  • Hepatite Infecciosa é causada pelo Adenovírus Canino 1 (CAV-1) pode ser tão letal quanto a cinomose, e atinge principalmente o fígado.
  • Leptospirose pode ser causada por diversos tipos da bactéria Leptospira. Pode ser transmitida para os humanos e tem como alvo principal os rins e o fígado, podendo levar a óbito.
  • Coronavirose também conhecida como gastroenterite infecciosa canina é causada pelo Coranavírus e é muito semelhante a Parvovirose.
  • Parainfluenza pode ser um dos agentes relacionados com a Tosse dos Canis, contudo, não é o mais comum. Causa coriza, tosse, e sintomas respiratórios.

A diferença entre a V8, V10, V11 e V12 é o fato de que a Leptospirose pode ser causada por diferentes tipos de bactérias, sendo que a V8 contra 2 tipos e a V10 previne contra outros 2 tipos de Leptospirose, e a V12 contra mais 3 tipos de Leptospirose.

Vacina contra Raiva: A raiva é causada pelo Rhabdovirus, que é uma zoonose importante sendo extremamente perigosa, pois não há tratamento para raiva em animais, portanto, a prevenção é de extrema importância.

Vacina contra Tosse dos Canis: A traqueobronquite infecciosa canina, também conhecida como tosse dos canis, é causada pela bactéria Bordetella bronchiseptica.

Costuma ser uma doença leve e causar sintomas de um resfriado, contudo, se não tratada pode apresentar problemas para o cão, e vale ressaltar que é bastante contagiosa.

Vacina contra Giárdia: A giárdia é um parasita intestinal que causa muitos episódios de diarreia, vômitos e pode ser uma doença fatal caso não seja tratada corretamente.

A giárdia pode ser transmitida para os humanos também, contudo, existem vermífugos que também podem ajudar no combate a giárdia…

Assim como medidas de segurança, como ingerir e fornecer ao animal água filtrada, e manter a higiene do local onde o animal vive.

Vacina contra Leishmaniose: A Leishmaniose é uma doença grave que pode ser transmitida para os humanos.

A doença se apresenta de duas formas: cutânea, dando sintomas na pele do animal e visceral, acometendo órgãos internos e sendo potencialmente mais grave.

Sua transmissão ocorre através da picada do mosquito palha que se contaminou ao picar outro animal. Pode ser uma opção para os cães que vivem em áreas onde a Leishmaniose é endêmica.

Protocolo vacinal

Agora que você já está por dentro de todos os detalhes sobre as vacinas, vamos falar do protocolo de vacinação ou seja, quando as vacinas devem ser aplicadas nos cachorros.

Lembrando que é importante respeitar o tempo de intervalo entre cada vacinação, e não atrasar para que a eficácia não seja comprometida.

  • Primeira dose V8/V10 ou V12: logo após o desmame, aproximadamente 45 dias de vida.
  • Reforço V8/V10 ou V12: 3 reforços com intervalo de 30 dias entre as aplicações. Pode ocorrer um novo reforço dependendo das recomendações do médico veterinário com intervalo de 30 dias da última aplicação.
  • Tosse dos Canis: Primeira dose: 8 semanas. Reforço: intervalo de 2-4 semanas (a critério das orientações do médico veterinário)
  • Raiva (dose única): 16 semanas.
  • Giárdia: Primeira dose: 12 semanas. Reforço: 2-4 semanas (a critério das orientações do médico veterinário.
  • Leishmaniose: Primeira dose: 16 semanas. Reforço: 3 doses de reforço com intervalo de 3 semanas entre cada aplicação.

Todas as vacinas devem ter uma dose de reforço anual.

Vacinas para Gatos: Lista com Todas as Opções Disponíveis

Agora nós iremos falar sobre as vacinas para gatos.

No caso dos gatos, existem 4 vacinas disponíveis: a V3, V4, V5 e a vacina contra Raiva.

A V3 protege o animal contra as seguintes doenças:

  • Panleucopenia Felina é causada pelo Parvovírus Felino tem uma evolução rápida, não é transmitida para humanos ou animais de outras espécies, mas é fatal. O animal começa apresentando vômito e diarreia ambos de forma severa, mas são sintomas muito inespecíficos e por isso prevenir é a melhor saída.
  • Calicevirose é causada pelo Calicivírus Felino. É uma doença extremamente contagiosa e afeta principalmente o trato respiratório, podendo levar inclusive a uma pneumonia. Uma doença difícil de ser diagnosticada no início e devido a isso as chances de contaminar outros gatos é muito grande. Eventualmente pode ser fatal.
  • Rinotraqueíte é causada pelo Herpesvírus felino 1. O contágio ocorre por contato direto e causa sintomas respiratórios e oculares bastante evidentes e muito parecidos com a Calicevirose.  

A V4 protege contra as mesmas doenças que a V3, incluindo a proteção contra Clamidiose.

A V5 abrange as mesmas doenças que a V3 e a V4 com adição da Leucemia Felina.

Conhecida como FELV (Feline Leukemia Vírus), o contágio ocorre por contato direto e contato com pertences e excrementos de gatos contaminados, e pode diminuir a expectativa de vida do seu bichano.

Contudo, a vacina V5 não é administrada em todos os gatos e sua indicação vai depender se o gato tem predisposição a contrair esse vírus, portanto sua indicação será avaliada cautelosamente pelo médico veterinário.

A vacina contra a Raiva é igual aos cães, causada pelo Rhabdovirus é uma zoonose sem tratamento para os animais, somente para os humanos e fatal.

Protocolo vacinal

  • Primeira dose V3, V4 ou V5: 2 meses
  • Reforço V3, V4 ou V5: 3 meses (30 dias após a primeira vacinação)
  • Raiva:4 meses dose única.

Anualmente: a vacina contra raiva deve ser anualmente reaplicada.

A vacinação anual da V3, V4 ou V5 pode não ser necessária, podendo ter um intervalo de aplicação maior, contudo, o médico veterinário é quem deverá analisar caso a caso e decidir qual a melhor conduta.

Adotei um animal e não sei se é vacinado: O que fazer?

Essa é uma situação que pode causar muita dúvida, pois muitas vezes adotamos animais e não sabemos se está vacinado ou não.

Neste caso, você tem duas opções:

  1. Vacinar o animal como se nunca tivesse sido vacinado;
  2. Fazer os testes sorológicos que vão indicar se o animal possui anticorpos relacionados a todas os agentes.

Honestamente, na dúvida o melhor é começar todo o protocolo de vacinação e ter certeza de que seu novo amigo está protegido!

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Reações vacinais: O que esperar e o que fazer?

O animal pode ficar mais quieto do que o normal, e até mesmo apresentar leve febre (você não administrar nenhum remédio nesses casos).

Algumas vezes o local da aplicação pode ficar mais sensível também.

Para amenizar esta situação, você pode fazer uma compressa com gelo por aproximadamente 5 minutos, 2 vezes no dia da aplicação (lembrando de não colocar o gelo diretamente sobre a pele do animal pois causa queimaduras. Utilize um pano ou outro tecido não muito fino).

Caso o animal não fique parado os 5 minutos exatos, deixe a compressa até quando o animal permitir. O cão ou o gato mandam!

Raramente são observadas reações mais graves referentes a vacinas…

Mas caso você note coceiras (ou mordiscadas) excessivas, incoordenação motora ou seu animal se comporte muito diferente do normal, é importante levá-lo ao médico veterinário para uma avaliação.

Cuidados que podem ser úteis ao levar o gato ao médico veterinário

Os bichanos nem sempre gostam de passeios, e muito menos em passeios para o consultório médico.

Então vale dar algumas dicas para tentar amenizar o estresse destes momentos.

Primeiramente, mantenha a calma! Fique bem tranquilo e feliz. Os felinos são experts em notar nosso estresse e se estressam facilmente com esse detalhe.

Posteriormente faça o seguinte:

  1. Coloque algo que o gato goste muito na caixa de transporte para que o felino entre sozinho na caixa. Vale um brinquedo ou um petisco muito apetitoso;
  2. Caso você possua feromônios como o Feliway, borrife na caixa de transporte;
  3. Cubra a caixa de transporte com um pano. O excesso de estímulos visuais pode ser muito estressante para o gato;
  4. Evite barulhos;
  5. Coloque a caixa de transporte no chão do carro entre o banco de trás e o banco da frente. É o local mais seguro e o local onde não haverá muito balanço da caixa;
  6. Ao chegar no consultório, mantenha o pano cobrindo a caixa de transporte e prefira manter a caixa de transporte em locais mais altos e não diretamente no chão.

Cada gato é único e possui uma personalidade única, mas estas dicas costumam ajudar a maioria dos bichanos.

Conclusão

Aprendemos muito sobre as vacinas dos cães e gatos, e principalmente aprendemos que o melhor remédio de todos é a prevenção!

Vacinando nossos pets, certamente não colocamos a vida deles em risco, e também não colocamos a vida de outros animais e outros humanos em risco.

Siga sempre as orientações do seu médico veterinário de confiança.

Esperamos ter ajudado você com informações importantes sobre vacinas.

Atenção, Tutor!

Por mais bem escrita e detalhada que a matéria venha a ser, ela não substitui uma consulta ao seu veterinário de confiança.

E pior ainda, o Amor aos Pets não tem INTENÇÃO ALGUMA de substituir uma consulta médica ou de indicar quais os melhores remédios, pomadas, antibióticos, etc, contra o problema.

Referências externas:

  1. Novas diretrizes vacinais para cães – uma abordagem técnica e ética.
  2. Diretrizes para vacinação de cães e gatos.
  3. Atualizações nas vacinas múltiplas de cães.
  4. Doenças infecciosas em Animais de Produção e Animais de Companhia. Jane Magid. Grupo Gen 2015 (livro).
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